sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Biografias.

Quem não gostaria de ter um livro, autorizado ou não, que contasse cenas da sua vida. Muito tem se falado no Brasil sobre as tais "biografias não autorizadas". Acredito que, se não for um texto ofensivo ao retratado, pode ser publicado.
Eu, por muito tempo, resisti às biografias justamente por não considera-las importante.
Pois, um certo dia, uma das minhas irmãs disse que estava lendo o livro "Eu sou Ozzy" e concluiu: Se eu, que não conheço nenhum daqueles caras que aparecem ali, to achando o máximo, tu que conhece todos vai adorar." Fiquei curioso e pedi que me emprestasse o livro. Assim que coloquei os olhos no livro não desgrudei mais e ela tinha razão. Gostei muito. A impressão que se tem é que o Ozzy tá do teu lado contando tudo.

Na sequência, entusiasmado com a biografia do Ozzy, fui buscar outra e encotrei "Led Zeppelin - quando os gigantes caminhavam sobre a Terra." Escrito por Mick Wall, o livro conta tudo e mais um pouco sobre essa que foi uma das maiores bandas de rock de todos os tempos.
Outra biografia que caiu nas minhas mãos, também escrita por Mick Wall, foi "Metallica - a biografia", Se você gosta muito do Metallica, sugiro que não leia, pois a possibilidade de decepção com alguns deles é grande. Se é como eu, que apenas gosta,,,vai fundo. A garantia de gostar é quase total
Mais recentemente, resolvi me aventurar no rock nacional. fui buscar a biografia "A Ira de Nasi", sobre a vida do vocalisa do Ira. O texto, ás vezes, parece truncado, mas tenho esperança.

Preciso dizer que recomendo todas?

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terça-feira, 28 de julho de 2015

RAUL SEIXAS EM PORTO ALEGRE

A vida da gente é feita de momentos. Alguns inesquecíveis, outros nem tanto. Sempre busquei viver os momentos intensamente e guarda-los na memória para depois contá-los, passa-los adiante. Talvez, por isso, eu tenha feito o curso de História. E acho que fiz a escolha certa.

Em uma determinada tarde quente de sábado - era sábado porque foi na casa de um primo meu (Lembra, Mauro?), que eu só ia aos sábados por morar longe e ter o tempo, na semana, ocupado com colégio e esporte - descobri que algo havia mudado:assistimos ao show do KISS no Maracanãzinho.

Ali, ao ver aqueles malucos mascarados, notei que algo havia mudado. E para sempre.

Daquele encontro com o KISS até o primeiro show de rock passaram-se 7 anos. O show do  Jethro Tull foi o meu primeiro show de rock e, a partir dali, eu prometi que sempre que viesse um show, de uma banda preferida, eu iria.

A partir daquele momento passaram na minha frente Kiss, Eric Clapton, Black Sabbath, Deep Purple, Whitesnake, Roger Waters, Megadeth, Metallica, Judas Priest, Living Colours, Santana, Sepultura e outros tantos.

Mas, faltava algo....algo importante, algo que marcasse muito.

E veio o anúncio: Virão a Porto Alegre Marcelo Nova - acompanhado da banda Envergadura Moral - e o Rei do rock brasileiro Raul Seixas.

E, claro, eu não poderia deixar de ir.
E fui.

Todos sabíamos que Raulzito passava por uma crítica situação de saúde. Mas, o que valia era ve-lo cantar suas músicas.

O show ocorreu num Gigantinho, muito cheio. Fui de arquibancada, mas alguém liberou o acesso da pista e lá fui eu. Lembro que fiquei muito próximo do palco, mas distante o suficiente para ve-lo por completo.

O show começou com o Marcelo Nova e  a Envergadura Moral cantando muito e fazendo a galera levantar.
No fim do seu show, Marcelo anunciou a entrada dele...Raul Seixas.
Realmente vimos um Raul debilitado que subiu ao palco, cantou "Carpinteiro do Universo", "Muita estrela e Pouca constelação", "Metamorfose ambulante" entre outras músicas.
Saí do show consciente que aquele tinha sido meu primeiro e último show de raulzito e, apesar da sua condição, me senti realizado. Torci para que ele ficasse bem, que se recuperasse.
Tanto é que, não sou daqueles que criticam o show pela condição do Raul.
Ora gente, foi um momento histórico para quem esteve presente.

Um mês depois, eu acho, estava no meu trabalho - era fim de tarde - e um colega abriu a porta do meu setor e perguntou "Pô, viram quem morreu?", "Quem?", "O Raul morreu." Foi assim que fiquei sabendo...dai lembrei daquele show mais uma vez.

Sempre que tu for a um show,nos bares da cidade, e alguém lá atrás pedir 'TOCA RAUL", curta! Pois valerá a pena.

Na época a rádio Ipanema FM transmitia os shows ao vivo e lembro de ter deixado uma ou duas fitas K-7 para a minha irmã por pra gravar o show. Ao chegar em casa, lá estava a gravação do show. Hoje, tenho o registro em cd. Apesar da qualidade precária, ainda ouço aquele show e lembro de cada detalhe.

TOCA RAUL!!!
Marcelo Nova e Raul Seixas em ação.

Espero que tenham curtido o texto, tanto quanto eu curti relembrar e escrever.
Se quiserem sugerir temas pros textos...fiquem à vontade.
Deixem nos comentários ali embaixo.

Ulisses - twitter @prof_colorado


P.S.: Este texto foi um pedido de uma ex-aluna minha. Valeu pela lembrança Leli Amaral. Tá aí o texto que tu pediu.

sábado, 30 de maio de 2015

35 ANOS DE CAMISA DE VÊNUS

Imaginem-se num show em que você conhece todas as músicas. Imaginem-se num show que, apesar de curta duração, 1h e 40, foi intenso. Foi assim o show de comemoração aos 35 anos de carreira do Camisa de Vênus, banda baiana de rock'n'roll dos anos 80. Liderada por Marcelo Nova e ainda contando com o baixista original Robério Santana, a banda hoje tem em sua formação, por exemplo, o filho de Marceleza, Drake Nova.
Robério Santana, depois do show, autografando alguns discos.

Quando se vai a um show desses o que não se quer ouvir são músicas novas, a platéia só quer saber de clássicos que fizeram a História da banda e seu sucesso. E, até por não ter músicas novas, foi isso que Marceleza e sua turma fizeram. Durante o show ouvimos, cantamos e dançamos clássicos como "Só pra passar tempo", "Bete Morreu", "Rostos e Aeroportos", "Noite e Dia" e a inesperada "A ferro e fogo", além de claro, uma homenagem ao mestre Raul Seixas com "Muita estrela e pouca constelação." Entre as músicas teve espaço também para uma cover, o clássico "Negue!"

O auditório Araújo Viana se não estava lotado, estava com um público muito bom, algo em torno de 4 mil pessoas, todas saudosas por ver aquela banda que embalou as adolescências da maioria. Uma parte do público era formada filhos e filhas que, possivelmente, conheceram as músicas através dos discos dos pais. Os culpados, pra assinar embaixo a culpa, levaram os filhos ao show.
Quero ter uma culpa dessas um dia.

 Ai estão alguns momentos de uma noite que marcou a vida daqueles que lá estavam.
Eu, inclusive.
 Marceleza & cia fazendo o pessoal enlouquecer com a competência de sempre.

Os clássicos, ou uma boa parte deles, estiveram presentes.

O discurso de Marceleza sobre "fazer exercícios e morrer saudável" foi um dos grandes momentos da noite.







Quando se vai a um show desses e falam que tu "estacionou" nos anos 80, definitivamente, deve-se "ligar o Foda-se!"
Se é errado, ou ruim, ainda curtir bandas dos 80/90, me respondam: o que tem de bom no rock brasileiro HOJE???

E como diz o grito que virou marca registrada do Camisa por toda sua carreira:

Bota pra fudê!


Ulisses B. dos Santos.
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